"Foco do Brics deve ser gerar resultados para nossos povos", defende Temer

A 9ª cúpula do Brics (grupo formado Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que acontece de 3 a 5 de setembro, em Xiamen, China, busca concentrar esforços a favor de áreas convergentes entre os países membros. O tema foi tratado pelo presidente da República, Michel Temer, em entrevista à Xinhua, agência de notícias chinesa, publicada nessa terça-feira (29).

"É preciso que o Brics permaneça empenhado em gerar resultados tangíveis para nossos povos”, afirmou Temer. Como exemplo dessa capacidade de realização do bloco, o presidente citou o Novo Banco de Desenvolvimento (também conhecido como Banco do Brics), que permite a mobilização de recursos financeiros para projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável, temas prioritários nos cinco países. 

O presidente afirmou ainda que, nesta cúpula de Xiamen, o Brasil privilegiará áreas de convergência real no campo econômico-financeiro – como atração de investimentos, aviação regional e cooperação aduaneira, além de financiamento de infraestrutura – e em áreas que representam desafios comuns, a exemplo de saúde, cooperação em inteligência, pesquisa e desenvolvimento. 

Respondendo sobre a influência exercida na governança e na estabilidade política globais, Temer ressaltou a importância da posição do Brics em favor do sistema multilateral da Organização Mundial do Comércio (OMC), contra um ambiente crescente de tendências isolacionistas e protecionistas.

Em relação às mudanças climáticas, o presidente reafirmou a atuação do grupo de países pela defesa do Acordo de Paris. 

Relações bilaterais

Antes de participar da reunião de cúpula, Temer realizará visita de Estado à China nos dias 1º e 2 de setembro. À agência de notícias chinesa, o presidente declarou que será tema da agenda a promoção do desenvolvimento em benefício mútuo.

Lembrando que as economias dos dois países já são fortemente interligadas, o presidente ressaltou que serão divulgadas as novas oportunidades de investimento em infraestrutura no Brasil por meio do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). 
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